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quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Comissão aprova proposta de prisão a quem deixar de vacinar crianças.

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Comissão aprova proposta de prisão a quem deixar de vacinar crianças.

Incorre na mesma pena quem divulgar, propagar e disseminar, por qualquer meio, notícias falsas sobre as vacinas.



A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3842/19 (Click e veja na íntegra), que prevê pena de detenção de um mês a um ano para quem deixar de vacinar criança ou adolescente.

A proposta acrescenta ao Código Penal o crime de de "omissão e oposição à vacinação", assim descrito: omitir-se ou opor-se, sem justa causa fundamentada, à aplicação das vacinas previstas nos programas públicos de imunização em criança ou adolescente submetido ao seu poder familiar, ou tutelado. 

Quanto à pena, além da detenção de um mês a um ano, há uma multa.
Na primeira fase, a campanha focou a vacinação de crianças de 6 meses a 4 anos, que têm mais riscos de complicações.

O deputado Westphalen  também protocolou outra medida que determina que o trabalhador terá de comprovar que está com as vacinas em dia ao ser contratado por um empregador.

Conforme o texto aprovado, incorre na mesma pena quem divulgar, propagar e disseminar, por qualquer meio, notícias falsas sobre as vacinas componentes de programas públicos de imunização.

Claudio Andrade/Câmara dos Deputados.

Pedro Westphalen defende a relativização de direitos em prol do bem comum.

A proposta foi aprovada na forma do substitutivo apresentado pelo relator, deputado Pedro Westphalen (PP-RS), ao texto original da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) e um outro projeto que tramita em conjunto.
“A vida em sociedade exige, certamente, a relativização de direitos por todos, em prol do interesse público, do bem comum, e a vacinação pode ser considerada uma situação paradigma”, disse Pedro Westphalen.

O relator ainda diz reconhecer os direitos invioláveis do indivíduo. 
“Por um lado, temos o direito individual na decisão sobre o que acontece com o nosso corpo, que é inviolável, como reconhece a Constituição. Por outro lado, a vida em sociedade exige a restrição de direitos individuais e sabemos que nenhum direito é absoluto”, continuou o relator.

Além de promover ajustes na proposta original, o substitutivo torna a multa obrigatória. Em vez de detenção ou multa, a pena passou a ser de detenção e multa.

deputado também disse que achou importante a inclusão do combate às fake news, já  que as  desinformaçãos sobre a vacina tem sido apontada como um dos fatores para a queda da cobertura vacinal de alguns imunizantes no Brasil e no mundo, o que trouxe de volta surtos de doenças até então controladas, como o sarampo.

 Essa mesma preocupação já fez a Organização Mundial da Saúde (OMS) convocar gigantes de tecnologia, como o Facebook e o YouTube, para participar de uma reunião com técnicos do órgão para buscar soluções para a disseminação de fake news sobre o tema.

Tramitação
O projeto ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois seguirá para o Plenário.



sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

SIRIUS ALCANÇA SEU PRIMEIRO FEIXE DE ELÉTRONS ARMAZENADO.

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SIRIUS ALCANÇA SEU PRIMEIRO FEIXE DE ELÉTRONS ARMAZENADO.

Nova fonte de luz síncrotron brasileira continua sua trajetória de testes bem-sucedidos

Foto Aérea do Sirius,imagem Ministério da Ciência.

No último sábado, dia 14 de dezembro, a equipe do CNPEM conseguiu, pela primeira vez, armazenar por várias horas elétrons no acelerador principal do Sirius. Manter essas partículas circulando por longos períodos de tempo é condição essencial para se alcançar a produção de luz síncrotron de qualidade, e acontece poucas semanas após ter sido alcançada a primeira volta de elétrons no acelerador principal.
Já na segunda-feira, dia 16 de dezembro, com a conexão do acelerador com a estrutura de uma das estações de pesquisa montadas para testes, foi possível receber o primeiro pulso de raios X, ainda discreto devido à baixa quantidade de elétrons circulando no acelerador.
A conquista aconteceu após um intenso e minucioso trabalho de ajustes de centenas de parâmetros dos equipamentos, e é mais um marco muito importante no processo de comissionamento do Sirius. A equipe se dedica agora a alcançar correntes elétricas cada vez mais altas, necessária para se produzir luz síncrotron de intensidade suficiente para a realização dos primeiros experimentos científicos.
No ano que vem esta estrutura deverá estar pronta para a realização de pesquisas, com impactos positivos no desenvolvimento de medicamentos, na agricultura, meio-ambiente, energia e muitas outras áreas!
Pesquisa
Os próximos passos do projeto incluem também a conclusão da montagem das primeiras estações de pesquisa, onde os cientistas devem realizar, a partir do ano que vem, experimentos com uso da chamada luz síncrotron. Esse tipo especial de luz, de altíssimo brilho, é capaz de revelar detalhes dos mais variados materiais orgânicos e inorgânicos, como proteínas, vírus, rochas, plantas, solo, ligas metálicas, dentre muitos outros.
Sirius é a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no País e um dos primeiros aceleradores síncrotron de 4ª geração construídos no mundo. Foi projetado para colocar o Brasil na liderança deste tipo de tecnologia, permitindo visualizar estruturas na escala das moléculas e átomos, com altíssima resolução e velocidade.
Tecnologia brasileira
O novo acelerador de elétrons brasileiro Sirius está instalado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, SP. Cerca de 85% dos recursos empenhados pelo Ministério de Ciência Tecnologia Inovações e Comunicações (MCTIC) foram investidos no País, em parceria com empresas nacionais. Além da construção civil, foram estabelecidos contratos com mais de 300 empresas de pequeno, médio e grande portes, das quais mais de 40 desenvolvem soluções tecnológicas para o Sirius, junto aos pesquisadores e engenheiros do CNPEM.
Fontes de luz síncrotron constituem o exemplo mais sofisticado de infraestrutura de pesquisa aberta e multidisciplinar e é uma ferramenta-chave para a resolução de questões importantes para as comunidades acadêmica e industrial brasileiras. A versatilidade de uma fonte de luz síncrotron permite o desenvolvimento de pesquisas em áreas estratégicas, como energia, alimentação, meio ambiente, saúde, defesa e vários outros.  Essa é a razão pela qual a tecnologia da luz síncrotron se torna cada vez mais popular ao redor do mundo. É também o motivo pelo qual os países com economias fortes e baseadas em tecnologia já contam com uma ou mais fontes de luz síncrotron, ou as estão construindo.
Vídeo institucional Sirius