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sábado, 25 de janeiro de 2020

País cai para a 106ª posição em estudo sobre corrupção.

16:21 0
País cai para a 106ª posição em estudo sobre corrupção.

País cai para a 106ª posição em estudo da Transparência Internacional, mantendo tendência de queda verificada desde 2014. Corrupção continua sendo um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento do Brasil, diz ONG de viés esquerdista.

O Brasil caiu uma posição no principal ranking internacional de corrupção, passando da 105ª para a 106ª entre 180 países, segundo o relatório divulgado nesta quinta-feira (23/01) pela ONG Transparência Internacional.

O Brasil continua sendo um "país em observação", com índice de 35 pontos no Índice de Percepção de Corrupção (IPC). É a mesma pontuação de 2018 e a mais baixa desde 2012, quando passou a ser possível fazer comparações anuais. A escala do IPC vai de zero (altamente corrupto) a 100 (muito íntegro).

Em 2018, o Brasil caíra nove posições em relação ao ano anterior, ficando em 105º lugar no índice de 180 países. A classificação brasileira apresenta tendência de queda desde 2014, quando o país ocupava a 69ª posição.

O Uruguai, com 71 pontos, é o país mais bem posicionado da América Latina, na 21ª colocação. Depois vem o Chile, na 26ª posição, com 67 pontos. A Venezuela ocupa a pior posição na região, com 16 pontos, na posição 176.

Mais de dois terços dos países têm menos de 50 pontos, e a média mundial é de 43. O primeiro lugar no índice mundial é dividido entre a Dinamarca e a Nova Zelândia, ambas com 87 pontos. O último é da Somália, com 9 pontos.

A Transparência Internacional afirmou que "a corrupção continua sendo um dos maiores impedimentos para o desenvolvimento econômico e social do Brasil e que, depois das eleições de 2018, fortemente influenciadas por uma agenda anticorrupção, o país experimentou uma série de retrocessos nas suas estruturas legal e institucional de combate à corrupção".

Como exemplos desses retrocessos, a ONG mencionou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.

O ano de 2019 acabou marcado por denúncias envolvendo membros do governo, como o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, investigado por um esquema de candidaturas de fachada, e pessoas ligadas ao presidente, como o seu filho Flávio, que é investigado por peculato, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio.

A Operação Lava Jato é novamente mencionada no relatório da ONG, que lembrou que ela revelou uma série de contribuições políticas ilegais no âmbito de um dos maiores escândalos de corrupção da história. "A Odebrecht, gigante brasileira da construção civil que estava no coração do caso, foi condenada por pagar 1 bilhão de dólares em propinas ao longo de 15 anos para líderes políticos no Brasil, Peru e Argentina, durante eleições."

Os Estados Unidos também estão entre os países em observação no continente americano. A pontuação dos EUA foi de 71 para 69, e o país ocupa agora a posição 23. No ano anterior, estava na 22ª.

"O presidente Trump fez campanha prometendo 'drenar o pântano' e fazer o governo trabalhar não apenas para as elites políticas de Washington, mas uma série de escândalos, renúncias e alegações de comportamento antiético sugerem que a cultura de 'molhar a mão' está cada vez mais enraizada", escreve a ONG.

Segundo a Transparência Internacional, um "número impressionante de países mostra pouca ou nenhuma melhora no combate à corrupção" e "países em que as eleições e o financiamento de partidos políticos estão abertos à influência indevida de interesses pessoais são menos capazes de combater a corrupção".

O IPC mede como a corrupção no setor público é percebida por empresários e especialistas em cada país – sem levar em conta dados quantitativos, como o montante de dinheiro desviado, e sem medir se, na prática, o problema se agravou ou não na região.


Roberson Pereira / Segue Brasil News

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Cristina Kirchner será julgada por suposto cartel em obras públicas.

04:56 0
Cristina Kirchner será julgada por suposto cartel em obras públicas.
Foto : José Cruz/Agência Brasil


Kirchner responde a supostas irregularidades na concessão de licitações públicas desde maio.

Um juiz anunciou nesta segunda-feira (30) o julgamento contra a vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, pelo suposto cartel em obras públicas que operou durante o período em que foi presidente do país.

Esta vista oral, que será comandada pelo juiz de instrução Claudio Bonadio e ainda não tem data de início definida, colocará novamente no banco dos réus a ex-presidente, que desde maio responde a supostas irregularidades na concessão de licitações públicas durante seu governo e está à espera do início de outros quatro julgamentos.

Bonadio, que está encarregado da maioria dos processos que envolvem a ex-mandatária, diz que neste caso, entre 2003 e 2015, foi criado um "sistema de angariação de fundos para coletar dinheiro ilegal a fim de enriquecerem ilegalmente, sendo empresários, funcionários e parceiros deste plano sistemático".

O expediente é uma derivação da "causa dos cadernos", que foi descoberta em agosto do ano passado, após encontrarem alguns cadernos nos quais um motorista do ministério de Obras Públicas supostamente observou por mais de uma década como ele transportava de maneira habitual milhões de dólares com os quais os empresários subornavam representantes do governo.

Por um longo tempo, a atual vice-presidente afirma que todas as acusações são falsas e que ela é uma vítima de uma perseguição política e judicial promovida pelo ex-presidente Mauricio Macri.

Sua acusação no caso de suposta cartelização da obras públicas, decidida por Bonadio em junho passado, foi confirmada no final de outubro passado pela Câmara Federal, um tribunal de apelação.

No último dia 2, Cristina Kirchner teve que testemunhar pela primeira vez em um julgamento e foi muito crítica em relação à situação.

"Certamente este tribunal, que é um tribunal de 'direito', tem a condenação por escrito. Não estou interessada. Escolhi a história antes que me absolverem. Fui absolvida pela história e você certamente condenará a história", concluiu Cristina Kirchner, para se levantar sem aceitar perguntas dos juízes.

Em seu discurso de posse, no último dia 10, Alberto Fernández se referiu à reforma que seu governo promoverá para que "nunca mais" exista uma justiça que "decida e prossiga de acordo com os ventos políticos que estarão no cargo no momento".



Fonte e texto: R7

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

José Dirceu (PT) conta vitória em 2019.

09:27 0
José Dirceu (PT) conta vitória em 2019.
Dirceu deixa a prisão para trabalhar em escritório de advocacia de Brasília, em outubro de 2014 Foto: Dida Sampaio/Estadão


Em mensagem a apoiadores, o ex-detento José Dirceu (PT) diz que 2019 foi ‘ano de vitórias’


Em mensagem de fim de ano distribuída a seus apoiadores nesta quinta-feira, 26, o ex-detento José Dirceu disse que 2019 “foi um ano de vitória” e que o pior já passou. “Foi um ano de vitória. Lula livre. Nós passamos, acredito eu, pelo pior”, disse Dirceu no áudio distribuído via rede social.

PROPINAS
Condenado a 30 anos, nove meses e dez dias de prisão na Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro, Dirceu estava preso desde maio deste ano depois de ser condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) em processo que envolve o recebimento de R$ 7 milhões em propinas por contratos superfaturados da Petrobras com a empresa Apolo Tubulares.

O ex-detento foi solto no dia 8 de novembro poucas horas depois do também ex-detento Luiz Inácio Lula Silva. Ambos foram beneficiados pela decisão arbitrária do Supremo Tribunal Federal (STF) que extinguiu a prisão após condenação em segunda instância.


Foi a terceira passagem de Dirceu pela cadeia por corrupção desde o escândalo do mensalão. Antes ele havia sido preso em 1968, pelo governo militar, durante o congresso da União Nacional dos Estudantes em Ibiúna.

APOIO
Na mensagem, Dirceu agradece o apoio que teve de simpatizantes durante a série de viagens que fez pelo Brasil para promover sua autobiografia "Zé Dirceu: Memórias volume 1".

"Sou otimista com relação ao nosso futuro. Vamos retomar o fio da história. Vamos construir um Brasil justo, livre e soberano. Um Brasil que cuida da sua terra e do seu povo (…) não é este país de (Jair) Bolsonaro, (Sérgio) Moro e (Paulo) Guedes, é o Brasil de Lula, o Brasil daqueles que tombaram lutando pela liberdade, pela democracia mas também pelo socialismo", disse Dirceu.
Previsões
Nas palestras que fez durante o lançamento de seu livro, Dirceu fez previsões menos otimistas do cenário político depois da eleição de Bolsonaro e disse que o domínio da direita vai se estender por anos.

No áudio distribuído nesta quinta-feira, apesar do otimismo, ele diz que a,

"luta será longa". "É hora de lutar, combater, não apenas resistir. Temos que construir uma alternativa a este desgoverno. E podemos construir. Depende só de nós (…) Superamos já a dor e o sofrimento e olhando com otimismo e alegria o futuro. Sem ilusões. Sabemos que a luta será longa e prolongada mas sabemos que vamos retomar o fio da história", completou o ex-detento petista.
O futuro
Mesmo sendo otimista quanto ao ano de 2019, o futuro do ex-detento é incerto, devido aos desdobramentos das  últimas investigações da Lava Jato e com novas evidências, o mesmo poderá ser indiciado a qualquer momento, assim como tem ocorrido nos últimos dias, aonde  Lula, Palocci e mais dois foram novamente indiciados. (Veja matéria completa)

Em um publicação escrita pela redação do portal IG no último dia (10), entitulada: 
"Lava Jato aponta que Dirceu teve despesas pessoais pagas por empresas" matéria que liga Dirceu a novas fontes de corrupção, ainda em fase de investigação pela PF (Lava Jato). Segue matéria.

"Segundo os procuradores, empresa foi utilizada pelo grupo chamado de "Oi/Telemar" para receber recursos e beneficiar ex-ministr
Brasília - A 69ª fase da operação Lava Jato, chamada Mapa da Mina, apontou que José Dirceu, ex-ministro chefe da Casa Civil do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teve despesas pessoais e da própria família custeadas por empresas de telecomunicações acusadas pela Polícia Federal de corrupção e lavagem de dinheiro.

Segundo os procuradores, a empresa RT Serviços foi utilizada pelo grupo chamado de "Oi/Telemar" para receber recursos e beneficiar Dirceu, que teria participado de interlocuções com Otávio Azevedo, condenado pela Lava Jato e à época membro do Conselho Administrativo da Oi, para permitir, por meio de "tráfico de influência", a aquisição pela companhia dos grupos Brasil Telecom e Portugal Telecom.

A força-tarefa também apurou que a "Oi/Telemar recebeu vantagens do governo federal". Entre as decisões que teriam beneficiado o grupo, os procuradores destacaram o Decreto 6.654/08, assinado pelo ex-presidente Lula, que aprovou Plano Geral de Outorgas da Anatel, permitindo a fusão da Brasil Telecom com a Oi, e a nomeação por Lula de dois conselheiros acusados de condutas suspeitas dentro da Anatel"



sábado, 14 de dezembro de 2019

Filha de Lula é nomeada em gabinete de senador petista Lurian Cordeiro Lula da Silva foi contratada como assistente parlamentar do senador Rogério Carvalho (PT-SE) com salário de R$ 10.763,57

13:54 0
Filha de Lula é nomeada em gabinete de senador petista Lurian Cordeiro Lula da Silva foi contratada como assistente parlamentar do senador Rogério Carvalho (PT-SE) com salário de R$ 10.763,57
Lurian Cordeiro manifestação em apoio a Lula no Rio / Wilton Júnior, do Estadão.

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) contratou Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para ser assistente parlamentar em seu gabinete.

senador Rogério Carvalho contratou filha de Lula

Waldemir Barreto/Agência Senado - 18.3.2019
A remuneração oferecida para a filha do ex-presidente para o cargo no Senado Federal é de R$ 10.763,57 (incluindo auxílio-alimentação).
Para assumir o posto, Lurian pediu demissão da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), onde estava nomeada pela deputada estadual Rosângela Zeidan (PT) em novembro de 2017 com um salário líquido de R$ 5.715,49.

A nomeação de Lurian para o gabinete do senador Rogério Carvalho foi publicada nesta quinta-feira (12), no Boletim Administrativo do Senado.

As notícias são do portal R7