SEGUE BRASIL NEWS: Esquerda

O portal da família brasileira

Curta-nos no Facebook

test
Mostrando postagens com marcador Esquerda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Esquerda. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Ateus de extrema esquerda recebe apoio de grupo de judeus e judias, diz site.

17:42 0
Ateus de extrema esquerda recebe apoio de grupo de  judeus e judias, diz site.


Na semana em que se celebra os 75 anos da libertação de Auschwitz, campo de concentração nazista na Polônia que matou mais de 1 milhão de pessoas, o ex-detento Lula se aproveitando da data para promover mais um showmício, se reúne com um grupo de judias e judeus em um ato “pela paz e contra o nazismo” no Sindicato dos Químicos de São Paulo, diz site Jornalistas Livres.

Segundo o site, durante o evento, que reunirá personalidades da comunidade judaica nas áreas das ciências, das artes, da economia, haverá a entrega da “Carta de Judias e Judeus de apoio ao "Presidente Lula” que denuncia a perseguição sofrida pelo ex-presidente e reconhece sua importância para a construção de uma cultura de paz. A carta já conta com centenas de assinaturas e permanecerá aberta para novas adesões.

O site também afirma que personalidades da extrema esquerda e ateus declarados também marcaram presença no evento, que teve o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Pastoral dos Trabalhadores
"Fernando Haddad, Gleisi Hofmann, Celso Amorim, Márcio Pochmann, Alexandre Padilha também confirmaram presença e darão seus depoimentos sobre a situação atual que enfrenta a política brasileira, após um ano do governo da extrema direita de Jair Bolsonaro que vem demonstrando posturas cada vez mais autoritárias em relação às políticas públicas, imprensa e adversários políticos."

O ato acontece no dia 30 de janeiro, quinta-feira, às 19 horas e tem duração em torno de uma hora e meia.

Roberson Pereira / Segue Brasil News

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

A incongruência da política: Dizem que Bolsonaro é autoritário mas faz governo democrático

20:08 0
A incongruência da política: Dizem que Bolsonaro é autoritário mas faz governo democrático

O cientista polonês Adam Przeworski critica a ideia de que a democracia está morrendo e não aposta em colapso abrupto no Brasil.

Bolsonaro e Trump representantes da direita nas Américas / Foto divulgação / internet

O PT é um partido socialdemocrata, com ranços autoritários não hegemônicos. Em quatro governos, o petismo tentou adotar pautas com o objetivo de concentrar poder e reduzir a força tanto do Ministério Público quanto da Imprensa. Entretanto, ante a resistência da sociedade civil e da sociedade política, os governos de Lula da Silva e Dilma Rousseff recuaram e não romperam com a democracia. Não houve nenhuma ruptura institucional. A direita radical equivoca-se quando afirma que o Partido dos Trabalhadores é comunista. Não é, nunca foi. Aproxima-se de um partido socialista — portanto, de esquerda —, mas não de matiz stalinista. E, sim, de caráter democrático.

Com o governo de Jair Bolsonaro, fala-se, mais uma vez, numa escalada autoritária. O discurso do presidente é autoritário, e de fato tentou aprovar medidas para reduzir a capacidade de sobreviver dos jornais, mas recuou. Quer dizer, ante a pressão da sociedade — e com as instituições funcionando —, Bolsonaro recua. Portanto, é possível falar num líder autoritário mas que faz um governo democrático.

Parte da imprensa não aprova Bolsonaro — e não surpreende que o jornalismo que cobre economia é mais favorável ao governo, porque o ministro da Economia, Paulo Guedes (um liberal híbrido; sim, porque liberal verdadeiro não aceitaria falar, em hipótese alguma, em AI-5. Ressalve-se que, no Chile, liberais ortodoxos apoiaram a ditadura cruenta de Augusto Pinochet) — e, por isso, está entrevistando pesquisadores de outros países, supostamente por serem independentes, que, mesmo com escassa informação do que realmente está ocorrendo no país, dão opiniões peremptórias e, às vezes, sem nuances. O que, claro, não faziam quando o PT estava no poder e, quando aqui e ali, tentava adotar medidas autoritárias e, inclusive, retiraram dinheiro do Erário brasileiro para “doar” à ditadura cubana e ao governo supostamente corrupto de Angola (fala-se da gestão de José Eduardo dos Santos).

Paulo Guedes e Bolsonaro / Foto divulgação 

Intelectuais do exterior costumam basear-se não exatamente na realidade local, em informações concentradas e cristalizadas — estribadas em dados —, e sim em informações que seus pares locais, com os quais têm conexões ideológicas, lhes repassam. Como o Brasil “precisa” de um “bandeirante” — talvez um “profeta” — e uma “bíblia” do exterior, dado o caráter provinciano de parte da imprensa (que ama dizer: “Deu na ‘The Economist’ ou deu no ‘New York Times’”). Fica-se com a impressão de que querem “puxar” 
Bolsonaro para a direita da direita da direita (um misto de reacionarismo político e fundamentalismo religioso) e, até inconscientemente, há uma torcida para que se torne mais autoritário do que é. Querem um golpe?

Num mundo conturbado — até perturbado —, com radicalismos que praticamente impedem a ponderação, o diálogo entre contrários, é crucial que direita e esquerda tenham viabilidade eleitoral — o que reduz a possibilidade de golpismo. Em 2018, por exemplo, a disputa eleitoral para presidente da República se deu entre a direita, com Jair Bolsonaro, e a esquerda, com Fernando Haddad (PT). Com espaço para chegar ao poder, as correntes radicalizadas da sociedade tendem a fazer opção pela democracia.

Na próxima eleição, em 2022 — daqui a dois anos e nove meses —, direita e esquerda certamente continuarão com alta viabilidade eleitoral. É possível que o centro apresente um candidato competitivo, mas será muito difícil expor uma ideia moderada e ser ouvido no meio de um confronto extremista e barulhento entre esquerdistas e direitistas. Se Bolsonaro for muito bem, com um reordenamento da economia — crescimento, mais empregos, aumento da renda dos indivíduos —, a tendência é que continue ocupando o espaço do centro na disputa contra a esquerda. A esquerda, se quiser derrotar Bolsonaro — que pode ter o ministro Sergio Moro como vice —, precisa atrair amplos setores do centro, como fez em 2002. Mas não será fácil. Um PT com Lula na linha de frente, com a imagem de presidiário — corrupto —afastará a classe média. Ou seja, se parte significativa de seu eleitorado está assentado na classe média, dificilmente o centro vai compor com o petismo. Pelo contrário, parte deve caminhar com Bolsonaro. A outra parte tende a bancar de um a dois candidatos — tipo João Doria, governador de São Paulo, e Luciano Huck, apresentador da TV Globo —, o que dividirá seus votos e pode repetir o cenário de 2018.

Professor Adam / Cecilia Bastos /Jornal da USP

Adam Przeworski ; 1940- ) é um professor de Ciência Política nascido na cidade de Varsóvia, Polônia. Atualmente está vinculado ao Wilf Family Department of Politics da Universidade de Nova Iorque.










terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Cristina Kirchner será julgada por suposto cartel em obras públicas.

04:56 0
Cristina Kirchner será julgada por suposto cartel em obras públicas.
Foto : José Cruz/Agência Brasil


Kirchner responde a supostas irregularidades na concessão de licitações públicas desde maio.

Um juiz anunciou nesta segunda-feira (30) o julgamento contra a vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, pelo suposto cartel em obras públicas que operou durante o período em que foi presidente do país.

Esta vista oral, que será comandada pelo juiz de instrução Claudio Bonadio e ainda não tem data de início definida, colocará novamente no banco dos réus a ex-presidente, que desde maio responde a supostas irregularidades na concessão de licitações públicas durante seu governo e está à espera do início de outros quatro julgamentos.

Bonadio, que está encarregado da maioria dos processos que envolvem a ex-mandatária, diz que neste caso, entre 2003 e 2015, foi criado um "sistema de angariação de fundos para coletar dinheiro ilegal a fim de enriquecerem ilegalmente, sendo empresários, funcionários e parceiros deste plano sistemático".

O expediente é uma derivação da "causa dos cadernos", que foi descoberta em agosto do ano passado, após encontrarem alguns cadernos nos quais um motorista do ministério de Obras Públicas supostamente observou por mais de uma década como ele transportava de maneira habitual milhões de dólares com os quais os empresários subornavam representantes do governo.

Por um longo tempo, a atual vice-presidente afirma que todas as acusações são falsas e que ela é uma vítima de uma perseguição política e judicial promovida pelo ex-presidente Mauricio Macri.

Sua acusação no caso de suposta cartelização da obras públicas, decidida por Bonadio em junho passado, foi confirmada no final de outubro passado pela Câmara Federal, um tribunal de apelação.

No último dia 2, Cristina Kirchner teve que testemunhar pela primeira vez em um julgamento e foi muito crítica em relação à situação.

"Certamente este tribunal, que é um tribunal de 'direito', tem a condenação por escrito. Não estou interessada. Escolhi a história antes que me absolverem. Fui absolvida pela história e você certamente condenará a história", concluiu Cristina Kirchner, para se levantar sem aceitar perguntas dos juízes.

Em seu discurso de posse, no último dia 10, Alberto Fernández se referiu à reforma que seu governo promoverá para que "nunca mais" exista uma justiça que "decida e prossiga de acordo com os ventos políticos que estarão no cargo no momento".



Fonte e texto: R7